sábado, 18 de dezembro de 2010

Cafeína

Cafeína suja amarelando os dentes.
Quem dera eu pousar o peso da vida sobre um pires.
A noite em claro.
Trabalho da íris.
A xícara cheia.
Filha das trevas.
Trevas negras e quentes.
Sons que ouvi e repeti minha vida inteira.
Cheiro que só sinto a tarde.
Língua que a pressa arde.
Tempo que se perde fazendo.
Borra pra esquecer o presente.

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